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Modelo ultrapassado de rótulo divide Mandetta e Anvisa

Foto: Reprodução

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O “ultrapassado” modelo italiano de rotulagem de alimentos defendido pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em entrevista à CBN, no dia 9, para aplicação no Brasil não agradou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), vinculada ao ministério. O sistema citado por Mandetta, já descartado pela indústria, apresenta informações nutricionais, como gorduras saturadas, açúcar, calorias e sódio, na parte frontal da embalagem. Mas o setor pretende avançar, como já feito pelo Reino Unido, de acrescentar alertas com cores de semáforo: vermelho para “alto”, amarelo para “médio” e verde para “baixo” teor daquele nutriente.

“É preciso esclarecer que, contra o modelo italiano, pesam as diversas evidências científicas já disponíveis que indicam que o GDA (Guidelines Daily Amount) é um modelo que não auxilia os consumidores na compreensão das informações nutricionais, quando comparado a outros modelos, como de ranqueamento de alimentos, semáforos nutricionais e modelos que divulgam o alto teor de nutrientes”, contrapôs a Anvisa em nota enviada ao site Outras Palavras. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) também afirmou que Mandetta diverge de “pesquisadores, profissionais de saúde pública nacionais e internacionais, além de entidades médicas e organizações internacionais”. O assunto deve ser discutido pela pasta em evento da OMS na Suíça, no final do mês.

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