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Alimentação da humanidade no futuro é tema de mostra no Museu do Amanhã

Bruno Calixto, Jornal O Globo
12.04.2018

 

Com projetores interativos, jogos e vídeos, ‘Pratodomundo — Comida para 10 bilhões’ propõe uma reflexão sobre os desafios para prover comida nutritiva

 

Como alimentar 10 bilhões de pessoas, o número estimado da população mundial na década de 2050, com diversidade na produção, respeito ao meio ambiente e qualidade nutricional? Foto: Bruno Calixto

Como alimentar 10 bilhões de pessoas, o número estimado da população mundial na década de 2050, com diversidade na produção, respeito ao meio ambiente e qualidade nutricional? Foto: Bruno Calixto

RIO – Erradicar a pobreza e a fome; proteger o planeta da degradação por meio do consumo e da produção sustentáveis; assegurar vida próspera e realização pessoal das pessoas através do progresso econômico, social e tecnológico, em harmonia com a natureza; e promover a paz. Estas são algumas das 17 metas previstas na Agenda 2030 criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015 para todos os países.

No Brasil, o Museu do Amanhã deu a largada com a exposição “Pratodomundo – Comida para 10 bilhões”, que aborda o desafio de alimentar dez bilhões de pessoas daqui a três décadas. Segundo a ONU, este é o número estimado da população mundial em 2050. Aberta ao público nesta sexta-feira (12), a mostra, dividida em cinco partes, é composta de painéis interativos (como projetor touch e alguns jogos), videomappings, telas de LED, backlight e cenografia.

Cacau tomografado: ao contrário do que se imagina, tem origem na região amazônica da América do Sul Foto: Bruno Calixto

Cacau tomografado: ao contrário do que se imagina, tem origem na região amazônica da América do Sul Foto: Bruno Calixto

– A mostra é focada em dois pilares do campo da alimentação. O primeiro é que está acabando o ponto de estabilidade depois de dois mil anos. E o segundo trata de como vamos nutrir este planeta  – destaca  Leonardo Menezes, curador da exposição e gerente de Conteúdo do Museu do Amanhã.

Entre as atrações em destaque, a “Geladeira Sincerona” analisa o valor nutricional dos alimentos, e o jogo “CSI: Comida Sob Investigação”permite verificar se utilizaram agrotóxicos ou outras substâncias nocivas à saúde no produto.

– Comer é um ato essencial e social. Nutrir é um hábito cultural fundamental para nossa sobrevivência. Um milhão e meio de pessoas no mundo, hoje, sofrem com desnutrição, então o objetivo desta exposição é também refletir não só sobre como alimentar, mas como alimentar de forma correta. Isto com respeito ao meio ambiente e qualidade nutricional – pondera o curador.

“Novas fronteiras agrícolas”: locais alternativos que já produzem alimentos mas que terão de intensificar essa produção Foto: Bruno Calixto

“Novas fronteiras agrícolas”: locais alternativos que já produzem alimentos mas que terão de intensificar essa produção Foto: Bruno Calixto

Como enfrentar os desafios das mudanças climáticas, a redução da biodiversidade, extremos como a fome e a obesidade e a distribuição desigual dos alimentos? Esta é uma das questões apresentadas na primeira parte da mostra, “A cultura do comer”, que ilustra como nossos hábitos de alimentação estão se globalizando, com fluxos intensos, enquanto a pressão dos mercados está padronizando certos tipos de alimento, gerando perda de agrobiodiversidade.

A segunda parte da exposição, chamada “Novas fronteiras agrícolas”, destaca locais alternativos que já produzem alimentos mas que terão de intensificar essa produção. Em seguida, “Tecnologias” mostra técnicas para aprimorar a genética e os nutrientes dos alimentos e sua maior resiliência às mudanças climáticas. “Saúde e sociedade” aborda a qualidade das dietas globais, a importância de se aproveitar os alimentos integralmente e as alternativas no consumo de proteínas, como insetos, fungos e algas. Por último, “Comida para o amanhã” torna  o visitante protagonista para resolver desafios. O público é colocado diante de projeções interativas sobre as funções na cadeia produtiva do alimento e participa de um jogo sobre as formas de produção de alimentos.

Entre os destaques, o mapping de uma mesa de jantar com um menu servido por insetos Foto: Bruno Calixto

Entre os destaques, o mapping de uma mesa de jantar com um menu servido por insetos Foto: Bruno Calixto

Voltada para toda a família (crianças a partir de 8 anos), “Pratodomundo” é apresentada em português, inglês e espanhol, além de tradução para Libras. Montada no térreo do museu, tem ainda piso tátil, que garante a autonomia na visita de deficientes visuais, placas em braile e iluminação com alto contraste para auxiliar o público com baixa visão. A trilha é do compositor e produtor Tim Rescala.

 

Leia matéria original em: https://oglobo.globo.com/rioshow/alimentacao-da-humanidade-no-futuro-tema-de-mostra-no-museu-do-amanha-23593960

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